ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES E ILUSTRADORES DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
Novo espaço para os Associados Cariocas
Os Associados Cariocas falam um pouco sobre Processo de Criação. Os inúmeros e misteriosos caminhos percorridos para se criar uma obra. Confira no espaço:
http://www.processocriativoaeilijrio.blogspot.com/
http://www.processocriativoaeilijrio.blogspot.com/
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
JP Veiga também nos desejou um Feliz Natal!!!!!!!!
Abaixo, a história que o JP nos deixou de presente!
Aí, então, o macaquinho perguntou:
- Dizaí, paizão, o quê vou ganhar de natal?
- Necas!, disse o gorilão, macacos não comemoram natal!
Disse e encerrou o assunto; virou para o lado e começou a comer uns piolhinhos bem crocantes.
- Massss vocêssss deviamssss... Chiou uma grande cobra colorida, toda enrolada e com a linguona rodando feito pião!
- Vocêssss deviamssss...
Falou e pulou como uma mola, abocanhando o ar, porque os macacos pularam de banda, escapando por um triz.
- Ssssssacaramssss? Perguntou a danada com ares de entendida.
- Natal é isssssosss!
Os macacos fugiram pulando, com a dúvida na cabeça: a cobra tinha avisado antes do bote?
Aqui digo eu, amigo da cobra e dos macacos:
- Natal é isso, não importa sexo, credo, cor, quem se é ou o que se tem.
Natal é mais que isso tudo, é tempo de se perdoar, fazer o bem, olhar o próximo com mais ternura e até mesmo avisar antes de atacar!
JP Veiga
Aí, então, o macaquinho perguntou:
- Dizaí, paizão, o quê vou ganhar de natal?
- Necas!, disse o gorilão, macacos não comemoram natal!
Disse e encerrou o assunto; virou para o lado e começou a comer uns piolhinhos bem crocantes.
- Massss vocêssss deviamssss... Chiou uma grande cobra colorida, toda enrolada e com a linguona rodando feito pião!
- Vocêssss deviamssss...
Falou e pulou como uma mola, abocanhando o ar, porque os macacos pularam de banda, escapando por um triz.
- Ssssssacaramssss? Perguntou a danada com ares de entendida.
- Natal é isssssosss!
Os macacos fugiram pulando, com a dúvida na cabeça: a cobra tinha avisado antes do bote?
Aqui digo eu, amigo da cobra e dos macacos:
- Natal é isso, não importa sexo, credo, cor, quem se é ou o que se tem.
Natal é mais que isso tudo, é tempo de se perdoar, fazer o bem, olhar o próximo com mais ternura e até mesmo avisar antes de atacar!
JP Veiga
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Hardy Guedes também nos desejou um Feliz Natal
PAPAI NOEL TROPICAL
(Hardy Guedes)
Todo ano, quando chega o Natal,
Papai Noel sai do Polo Norte.
Lá cai neve, é muito frio,
mas, aqui, o calor é muito forte.
Como o mundo é grande
e há tanta gente
esperando um presente,
não dá tempo dele se trocar.
De gorro, bota e roupa pesada,
a barba toda suada,
nem pode tomar banho de mar,
pra refrescar!
Na cartinha que mandei com meu pedido,
eu disse a ele: - Antes da viagem,
ponha uma bermuda e um par de sandálias
e camiseta na bagagem.
Depois que a missão estiver cumprida,
aproveite um pouco a vida,
fique até chegar o Carnaval.
E caia com a gente na folia
com a Linda fantasia
de Papai Noel Tropical.
Tadinho do Papai Noel!
Com o calor não está acostumado!
Neste Natal, vamos dar ao bom velhinho
um trenó, com ar refrigerado.
Este poema está musicado e faz parte do CD É NATAL 1 (Gramofone, Curitiba)
Um abraço de Natal do Jô Oliveira
Quem apareceu por aqui para nos desejar um Feliz Natal desta vez foi o Jô Oliveira!
A imagem que ele nos deixou de presente faz parte do livro Natal de Jesus, escrito pelo César Obeid e editado pela Salesiana.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Leo Cunha deseja um Feliz Natal!
Leo Cunha nos envia um lindo poema de Natal, publicado no livro Cantigamente pela Ediouro, em 1998.
A ÁRVORE DE NATAL
A árvore de Natal
invadia a decoração
moderna da minha sala.
Era de plástico e madeira,
tão morta quanto os outros
móveis mortos da casa.
Mas ela vivia:
crescia e multiplicava
presentes da noite pro dia.
Mamãe tentava me enganar
que era Papai Noel
quem trazia as surpresas.
Mas eu sabia muito bem:
aquela árvore de mentira
era na verdade, escondida,
um belo pé de brinquedo.
sábado, 19 de dezembro de 2009
A AEILIJ deseja a todos um Feliz Natal!
As imagens e textos deste cartão são criações dos associados da AEILIJ. A concepção visual e projeto gráfico são de Sandra Ronca e Roney Bunn.
Natal por Eliana Martins
A Eliana Martins, nossa associada meio paulista, meio carioca, nos enviou um poema. Será de Natal?
SERÁ QUE É HISTÓRIA DE NATAL?
Me pediram pra contar
uma história de natal.
Mas não consigo lembrar,
apesar de saber um monte.
Bem...Vou tentar:
Um dia, do outro lado da ponte,
vi uma menino brincando.
Fui até lá e quando,
de repente, ele me viu,
deu um soriso tão grande,
que até no sol refletiu.
E daí foi só amizade!
Jogo de bola, história,
tanta coisa legal
que me ficou na memória!
Depois...Ele sumiu.
Quem era ele, afinal?
Será que isso é história de natal?
Eu não soube nada dele,
nem ele soube de mim.
Só sei que foi tão legal...!
Só sei que foi assim.
Feliz Natal!
Eliana Martins
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O presente de hoje é ofertado por Naná Martins
BRILHINHOS DE NATAL
Por Naná Martins
O céu, vestido com a cor da noite, estrelou.
Brilhinhos, muitos brilhinhos...
Pequenos pontinhos …
São pequenos pontinhos de luz.
Brilhinhos, muitos brilhinhos ...
Tudo que veem dali são presentes.
Você e toda a gente.
Tudo em volta nos torna presente.
São presentes.
Presentes de sempre.
São nossos presentes.
Presentes para toda essa gente.
Brilhinhos, muitos brilhinhos...
Pequenos pontinhos...
Cada brilhinho é um presente.
É preciso brilhar sempre…
E, o Céu, vestido com a cor da noite, estrelou.
Brilhinhos, muitos brilhinhos...
Pequenos pontinhos, pequenos pontinhos de luz …
Dizendo: - “Seja feliz e viva contente, pois tudo é presente!”
Brilhinhos ...
Pontinhos ...
Luz ...
Gente ...
Presente ...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Presentinho de Natal de Flávia Savary
TRÊS VELAS
Verônica morava longe, do outro lado da cidade. Como viera também de muito longe, ia se acostumando às distâncias. A única que estranhava era aquela entre as pessoas. Tão diferente de onde ela nascera... Lá, tudo era motivo de festas. Aqui, não — mal se cumprimentavam as pessoas.
Um dia, talvez por ser época de Natal e se terem habituado com sua face morena e sorridente a distribuir um café gostoso pelos corredores, acabou por ser convidada para uma ceia. A casa, cercada por belo jardim, tinha muros altos e muitos portões. Assim foi a descrição dada por certa colega que conhecia uma das empregadas da tal casa. Em sua terra natal era tão diferente... Os jardins eram todos públicos, e muro, coisa que não existia.
Verônica ficou feliz, no início. “Até que enfim uma festa!”, exultou. E lá de trás, do passado, trazida pelo sopro da memória, veio a poeira do chão de terra, levantada nos barracões promovidos a salões de dança. Ao invés de desperdiçar as noites, fechada em si mesma, assistindo a vida alheia nas novelas, passou a sonhar, debruçada na janela, contando estrelas e ouvindo serestas no radinho. Já não seria tão diferente de sua terra, pensou, tendo uma festa para ir. Conheceria outras e novas pessoas. Quem sabe até não arranjaria um namorado? E seguiu sonhando, igual fazia em sua terra natal — a ponto de esquecer as coisas como elas são.
— Verônica — perguntou uma amiga —, já escolheu o presente que vai dar pra dona da casa?
Ela olhou a amiga, com cara de quem é acordada no melhor do sonho.
— Presente, Marlene? Na minha terra, a gente levava uma vela com um laço vermelho, rezava, cantava e dançava. A gente levava só a gente mesmo. Mais nossa fé e alegria.
— Ih, boba, mas aqui é diferente! Aqui tem que levar presente, senão passa vexame.
E o tal presente desandou seu presente. De sonho a espinho. Já não tinha graça contar estrelas, nem ouvir radinho. O pensamento fixo no presente que agradasse a uma pessoa que mal conhecia.
E Verônica mudou, de novo. Tanta mudança em sua vida, desde que saíra da terra natal... De sorridente a ensimesmada. No mundo da lua. Foi para mais longe do que qualquer estrada podia levar. Vagando em torno daquele presente que assombrava sua fantasia. A cada pessoa que pedisse sugestão, ouvia uma diferente. E a televisão, que só mostrava um presente mais caro que o outro, prestação a perder de vista?
— Ai, na minha terra, bastava uma vela e pronto. Se muito, uma flor. Mas aqui...
— Verônica, aqui é diferente — diziam todos.
Seu programa se resumiu, daí em diante, a correr shoppings, magazines, feiras, camelôs. Qualquer lugar onde se vendesse coisa de comprar.
— Que gosto tem essa dona, meu Deus? Só conheço de ver de repente. E tá sempre falando ao telefone. Presente é coisa de coração pra coração.
E olhava vestido, pregadeira, cachorrinho de porcelana...
— Que gosto tem essa dona, meu Deus?
Resolveu entrar numa igreja para pedir uma luz. Na saída, Verônica viu, no corredor lateral, a lojinha de apetrechos da fé. Num canto, penduradas pelos pavios, velas compridas, amareladas, de pagar promessa, de sair em procissão. Comprou duas. Mais duas fitas carmim, de Nossa Senhora Aparecida. Carregou-as com cuidado, modo não quebrar. Dormiu. E tornou a sonhar.
Chegou o dia da festa. Ônibus vazio, só ela, o trocador, o motorista e um casal bem jovenzinho, com um nenê de colo. Deu tanta volta, nunca tinha ido para aqueles lados. Em frente à casa, ela saltou. Um homem de terno pediu que mostrasse o convite, que ela tirou do bolso do vestido bem passado. Entrou.
Diante da porta da casa, Verônica parou.
— Tão diferente da minha terra natal... Que tanto de brilho, gente, barulho, som alto e pisca-pisca, meu Deus!
E, de repente, acabou-se a luz!
Verônica acendeu as duas velas. A cera escorria devagar, em lágrimas quentes. A dona da casa, que estava por perto, veio correndo abraçá-la, chorando de alegria — é que a dona tinha pavor de escuro. Foi a luz de Verônica que salvou seu Natal!
...E ela viu que lá não era, afinal, tão diferente da sua terra natal...
(Conto do livro 25 SINOS DE ACORDAR NATAL, Editora Salesiana, SP, 2001. Ilustrações da autora. Em 2002 a obra recebeu o Prêmio Murilo Rubião para melhor livro de conto, na celebração do 44º aniversário da UBE, União Brasileira de Escritores)
domingo, 13 de dezembro de 2009
Mais um presentinho de Natal!
Desta vez, quem mandou o presente de Natal foi o ilustrador, escritor e vice-presidente da AEILIJ, Maurício Veneza!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Série Natalina - continuando a abrir os presentes...
Desta vez, quem nos prestigia com um belo presente é a Sonia Rosa.
O poema a seguir faz parte do livro Palavras Encantadas, da Editora Zit.
Minha mãe
Certo Natal
Mas o que dizer
Foi naquele Natal
O poema a seguir faz parte do livro Palavras Encantadas, da Editora Zit.
Papai Noel
Teve um tempo
tanto tempo...
que Papai Noel
visitava nossa casa
todos os anos
Minha mãe
acordava a gente
com um sorriso nos lábios
e cheiro de rabanada nas mãos
Certo Natal
quando fomos acordados
para as surpresas de sempre
o "bom velhinho"
já havia ido embora
visitar outras casas
Mas o que dizer
daquele cheiro de rosas
que invadiu nossa casa
assim... tão de repente?
Foi naquele Natal
que descobrimos
que o nosso Papai Noel
era uma mulher...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Séria Natalina AEILIJ - RJ
A AEILIJ-RJ deseja a todos um Natal de paz, luz, fraternidade e reflexão.
E para comemorar esta data tão especial, a partir de hoje, até os fins dos festejos natalinos serão postados belíssimos textos e imagens que nossos associados de todo o Brasil gentilmente nos cederam, trazendo a este espaço a magia e a beleza do espírito de natal.
Para dar início a esta Série Natalina, a mensagem que a ilustradora Patrícia Melo nos mandou em forma de imagem.

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